Prefeitura de Jequié inicia ação de proteção de bens culturais do município

Os dois primeiros bens culturais, de valor histórico e artístico, acabam de ser tombados pela Prefeitura de Jequié, através de processos instaurados pela Secretaria de Cultura e Turismo e ratificados pelos decretos nº (s) 19.383/2018 e 19.382/2018, datados de 16 de outubro de 2018, com base na legislação municipal em vigor. O primeiro bem cultural se trata de um casarão, localizado na Avenida José Moreira Sobrinho, nº 212, no bairro Jequiezinho, construído por volta de 1897, no final do século XIX, tendo sido residência do primeiro intendente da comarca de Jequié, Urbano de Souza Brito Gondim, construído pelo então ilustre arquiteto, André Saffrey, de nacionalidade francesa, integrante da equipe contratada para a construção da ferrovia da antiga Estrada Leste Brasileira e Ferroviais, juntamente com outras personalidades.

A história conta que Saffrey atuou, ainda, em diversas obras arquitetônicas que foram erguidas desde Nazaré das Farinhas até Jequié, em meado do século XIX e início de século XX, destacando-se, também, a Catedral de Santo Antônio e o jardim da antiga Praça Rui Barbosa. Naquela época, sua arquitetura teria sido inspirada na beleza dos jardins europeus, como ficou demonstrado nos registros históricos da cidade, datados do início do século passado.

O segundo bem cultural tombado, em âmbito municipal, se refere ao painel/mural do artista Lênio Braga, confeccionado em pastilhas de esmalte, medindo dez metros de cumprimento por dois metros de altura, inaugurado em 1967, que se encontra instalado no interior do Terminal Rodoviário de Jequié, considerado de inestimável valor para o município, por sintetizar a história local, representada através de desenhos figurativos a saga do Vale do Rio das Contas, a origem da Fazenda Borda da Mata e a formação do município de Jequié.

Segundo o secretário de Cultura e Turismo, por falta de ação efetiva do poder público, bem como de sensibilidade de alguns proprietários, muito se perdeu da história local impregnada nos casarões e prédios de relevante valor histórico. Para o secretário, a maior parte desse patrimônio foi demolida bem aos olhos dos poderes públicos, que por décadas se mantiveram indiferentes ao tema. O Casarão de Urbano Gomes Gondim e o Mural do artista plástico Lênio Braga foram apenas os primeiros tombamentos de bens culturais em Jequié, portanto, a partir de agora, eles estão protegidos por lei e não poderão ser destruídos, demolidos, modificados ou mutilados. Aqueles que eventualmente ignorarem os efeitos dos tombamentos poderão sofrer as sanções previstas nos artigos 165 e 166 do Código Penal Brasileiro, sendo a Prefeitura de Jequié responsável por comunicar o fato ao Ministério Público, sem prejuízo das medidas administrativas aplicáveis.

“Em nossos dias, com todos os dispositivos legais vigentes, não se pode continuar admitindo que a história da nossa cidade seja demolida bem aos olhos daqueles que têm o poder-dever de agir, no sentido de evitar que isso aconteça. Esta ação pública revela a disposição do prefeito, Sérgio da Gameleira, em modificar uma realidade que, há alguns anos, atua de forma bastante prejudicial à memória local.”, declarouAlysson Andrade, secretário de Cultura e Turismo.

Acesse aqui os decretos de tombamentos:
Decretos de Tombamentos – Prefeitura Municipal de Jequié

 

Matéria Liberada pela SECOM - Secretaria de Comunicação - quarta-feira, 24 de outubro, 2018

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Última modificação em Quinta, 25 Outubro 2018 14:09

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